sobre roupas e decisões

19:25

Falávamos sobre como a vida adulta é cheia de pequenas dificuldades e inúmeras decisões desimportantes, quando meu namorado virou pra mim e falou: "amor, sabe por que os grandes homens de negócios vestem todos os dias a mesma roupa? aquele terno, gravata e camisa branca? Pra não ter que lidar com decisões fora do trabalho." Naquele momento eu não sabia dessa informação - depois encontrei uma matéria sobre o assunto - mas foi como se uma verdade gigantescamente óbvia estivesse caindo no meu colo.

Mas como assim, vestir a mesma roupa? Vamos lá: Steve Jobs = camisa preta e calça jeans. Mark Zuckerberg = camiseta cinza e calça jeans. Karl Lagerfeld = blazer preto, camisa branca e óculos escuros. Michael Kors = blazer preto, camisa preta e calça jeans. Estes são só alguns exemplos, mas existem muitos outros. Usar sempre roupas iguais pode parecer uma falta de criatividade imensa, mas se pararmos para pensar na quantidade de coisas que podem ser transformadas na nossa vida só pelo fato de  não termos que decidir o que vestir, aí a ideia muda de figura.

1) A primeira de todas é uma óbvia assinatura de estilo. É inegável que a repetição se transforma em marca pessoal e a gente acaba sendo reconhecido por aquilo. Eu, por exemplo, uso tanta saia midi que é como se qualquer outra roupa/comprimento não fosse mais a minha cara. É como se, ao encontrarmos nossa assinatura de estilo, a gente tivesse encontrado a formulinha que dá certo e isso traz um certo conforto na alma.

2) Quando usamos sempre a mesma roupa (lavando, claro!), diminuímos muito o tempo que gastamos com tudo que envolve a manutenção de um armário com muita variedade. Economizamos tempo para escolher a roupa, para comprar algo novo, para lavar, passar e organizar o que temos. E como o tempo é algo cada vez mais valioso para nós, gastá-lo com essas pequenas decisões acaba gerando minúsculos estresses que se acumulam com o passar do tempo. Parece exagero né? Mas digo por experiência própria que já perdi as contas de quantas vezes gastei muito tempo escolhendo uma roupa, depois trocando, depois sofrendo por achar que não tinha nada pra vestir, depois saindo pra comprar algo novo pra tal festa imperdível, e aí comprei também um sapato pra combinar e quando percebi tinha torrado horas (e dinheiros!) valiosas do meu dia em busca de uma roupa que usei apenas uma vez. Acontece com todas nós.

3) Roupas iguais, armário enxuto. Por isso que a ideia do armário-cápsula está fazendo tanto sucesso. Tem coisa mais prática do que você ter apenas 37 peças de vestuário (contando sapatos!) com que se preocupar? Isso gera menos consumo, menos estresse e mais economia.

4) A partir do momento em que você decide limpar sua vida de peças supérfluas e focar em utilizar bastante tudo o que você tem, repetindo seus looks até a exaustão, você começa a optar por comprar peças de mais qualidade, mais bem acabadas, melhores tecidos, por que sabe que o preço vai compensar a durabilidade daquele item e assim você vai parar de comprar blusinha de quinta categoria na fast-fashion mais próxima.

Resumindo: você economiza tempo, dinheiro e paciência.

Mas aí a gente pensa: poxa, vestir sempre a mesma coisa? Que boring! Até parece falta de criatividade! Mas, como profissional criativa, que sempre trabalhei nessa área, eu posso afirmar uma coisa pra vocês: criatividade demanda tempo, não brota em árvore, dá trabalho e, por isso, às vezes é importante ter um "setlist" de looks repetidos para nos salvar de um dilema que, na real, não precisaríamos ter. É claro que isso não quer dizer que você vai deixar de ser fashionista e virar molambenta (apesar de você poder fazer isso, se quiser) e sim que você vai selecionar BEM melhor tudo que entra no seu armário pra não ter crises de indecisão.

Longe de mim querer me comparar a Steve Jobs, né gente...mas quando eu resolvi adotar um estilo mais "minimalista", foi pensando em simplificar minha existência fashion e diminuir a quantidade de roupas (e decisões!) que acumulo. Explico: sou libriana e, por mais que pareça ridículo, acredito muito que minha personalidade é incrivelmente regida pela minha conjuntura astral cada um com suas crenças. kkkkkkk. E por ser libriana, tomar decisões pessoais (minhas decisões profissionais são regidas pelo meu ascendente em capricórnio! kkkkkk) é tipo o pior pesadelo da minha vida. Cardápios de restaurante são como maçaricos queimando meus olhos. O pavor é tanto que eu paraliso diante de decisões ridículas como "comer sorvete de tapioca ou pistache?" Por esses motivos, me vestir também se tornou uma fonte enorme de angústias, além de muito tempo gasto trocando de roupa, odiando, desistindo.

O fato de ter um blog onde exponho o que visto também não ajuda muito nesse processo de decisões fashion porque, de alguma forma, eu me sinto na missão de trazer ideias legais pras minhas leitoras, looks inspiradores, ousados, arrebatadores (na medida do possível da minha realidade financeira kkkk) e nem sempre um basiquinho é meu ideal de inspiração. Na verdade o basiquinho, normcore, minimalista está longe de ser o tipo de "moda" que faz meu coração bater mais forte, mas foi esse o caminho que eu encontrei para economizar tempo e angústias na minha vida. E, apesar de não ser o estilo que faz meus olhos cintilarem, é com certeza o que mais me tem feito feliz.


Fotos: mamain <3

Então, para ilustrar todo esse blá blá blá, aqui está um dos looks que mais tenho usado nos últimos tempos: blusa ciganinha e calça cropped. Tenho apostado muito em peças básicas e como raramente encontro algo legal, fresquinho, sem ser poliéster, eu mesma criei uma série de peças assim para a Prosa. Tô chegando no nível de consumo que sempre sonhei: aquele em que eu mesma mando produzir minha roupa. hahahahah

Mesmo com o calor intenso do Rio de Janeiro, ainda não consegui parar de usar preto o tempo todo. Já falei pra vocês que essa é a minha ~cor da segurança~ né? Então como estou numa fase mais introspectiva da minha vida, questionando tudo, pensando mil coisas (mas sem decidir nada, óbvio hahaha), o preto tem sido meu "manto da invisibilidade" #harrypotterdetected e eu me sinto verdadeiramente forte usando essa cor.

Gente, que papo de louco foi esse? Steve Jobs, astros, decisões? Comecei falando de uma coisa, terminei falando de outra. Tenho passado tanto tempo sem escrever aqui que estou perdendo a capacidade de concatenar ideias! Me perdoem. :P


Blusa: Prosa, R$ 119 aqui | Calça Cropped: Prosa, R$ 159 | Tênis: Adidas Stan Smith, presente da marca | Colar e Pulseiras: Mercado Bossa | Relógio: Cluse Watches | Óculos: Loucos por Óculos, R$ 110 | Bolsa: presente da irmã | Batom: um mega velho da L'Oréal Paris.


You Might Also Like

22 comentários

  1. Nossa, que máximo Carol! Eu entrei nessa fase minimalista também há alguns meses e não me arrependo, viu? Acho chic e conveniente também. Sei o que dá certo em mim, o que gosto e o que não gosto, e é a melhor coisa do mundo. Ainda tem umas peças no meu guarda-roupa que não combinam com essa ideia, mas aos poucos eu vou substituindo por outras mais a minha cara. Não cheguei no nível "vestir a mesma coisa todo dia" mas isso já é muito radical pra mim kkkkk Prefiro ter AS calças com caimento perfeito e AS camisas perfeitas, e sabendo a modelagem que fica bem em mim compro de cores variadas ;)
    Bjssss
    www.simpleness.com.br

    ResponderEliminar
  2. Mas que post!! Gostei de toda a sua articulação, misturou nada, só mostrou você, foi bem inteligente.
    Gostei bastante, estou numa vibe preto, listras e jeans, e sendo muito feliz hehe
    Não gosto de ser consumista, não gosto de acumular nada, e muito menos de perder tempo escolhendo roupas, pq é um saco, eu já passei por isso afff é frustrante, chega a dar vontade de chorar - já chorei, inclusive :D
    Pois bem, é isso kkkk

    um xero

    ResponderEliminar
  3. o bacana é que você consegue mostrar que o minimalista não significa ser óbvio nem básico. é justamente uma questão de identidade e de escolhas conscientes. beijos!

    ResponderEliminar
  4. Gabriela23.12.15

    Que massa essa reflexão, Carol! Eu estou nessa fase minimalista também. E por incrível que pareça (ou mero acaso), projetos que estavam estacionados há anos começaram a fluir, tô conseguindo guardar dinheiro, viajar mais, me sentir mais bonita e bem vestida... Ufa!
    Recomendo o minimalismo para todo mundo :)
    Beijos!

    ResponderEliminar
  5. Concordo descaradamente. Também escrevi sobre isso! http://betamaia.com/obama-jobs-e-einstein-2/

    ResponderEliminar
  6. nathália23.12.15

    Perfeito, Carol. Faz um tempo que tenho esse desejo forte de ter peças que eu possa usar sem esquentar a cabeça, sem perder minutos vendo se vai ficar legal ou não. Meu atual desafio: comprar melhor, escolhendo roupas com materiais mais adequados ao clima de Hellcife e mais duráveis. Aí tô percebendo a necessidade de entender melhor sobre tecidos. Comecei a pesquisar sobre o assunto. Quanta coisa pra aprender!
    Beijo.

    ResponderEliminar
  7. Oi, Carol! Saiba que essa sua fase básica me inspira muito! Me identifico muito com isso que vc ta vivendo. Eu tinha um armário cheio de coisa entulhada sem nunca ter roupa pra vestir. Tive que me mudar pelo trabalho e não pude levar muita coisa. Acabei levando um pouco mais que uma duzia de peças e percebi que fico muito feliz assim. É mais fácil, finalmente enxergo o que tenho dentro do armário, uso o que gosto, me estresso menos. Meu 'uniforme' é uma pantacourt ou uma calça de alfaiataria e blusa listrada!

    ResponderEliminar
  8. Rafaela23.12.15

    Adorável esse texto, assim como todo o teu blog é.
    Acho que o minimalismo é muito mais elegante que o todo elaborado, cheio de detalhes. Quanto menos, mais possível é para observarmos. Por incrível que pareça, também estou nessa fase. Aposto em a roupa ser a atenção e não precisar de acessórios mirabolantes ou o sapato ser a atenção e a roupa o mais minimal possível para não concorrer.
    Tinha uma gaveta abarrotada de bijous rs, e hoje só tenho quatro pares de brincos, dois colares, três pulseiras e um anel; e honestamente, estou amando isso, a pequena quantidade de peças de roupas que tenho em meu guarda-roupa, as outras peças desfiz de todas. Estou usando aquilo que me faz sentir bem, que favoreça a minha cor, o meu cabelo, o meu corpo. O minimal é simplesmente sensacional!

    ResponderEliminar
  9. Fernanda23.12.15

    Carol, tem uma questão que precisa ser levantada. A formação da identidade das mulheres passa pelo visual, por isso, pra nós, é importante mudar a roupa, ter um estilo, 'perder tempo' com isso. Pq. tudo isso e coloco tempo e dinheiro gasto com roupas, maquiagem, cabelo, ginástica e dietas constroem a identidade feminina. Homens têm uma vida simplificada, inclusive em termos de vestuários, simplesmente pq o mundo gira em torno deles e pq. ninguém espera que a roupa que usem diga algo sobre quem são. Então, podem se dar ao luxo de usar calça jeans e camiseta ou terno todos os dias sem serem incomodados ou vistos como 'borings'. É uma diferença fundamental.

    ResponderEliminar
  10. Raiane23.12.15

    Conseguiu organizar ideais que eu tinha, mas eu mesma não conseguia colocá-las nos lugares certos.
    Neste mesmo instante to indo pro meu quarto eliminar tudo o que não preciso mais.
    Obrigada, Carol.

    ResponderEliminar
  11. Carol Burgo24.12.15

    Então, Fernanda, o que eu falei foi que nós não precisamos abrir mão de nos vestirmos bem e sim de simplificar nossa vida. Isso não quer dizer que vamos vestir calça jeans e camiseta branca todos os dias, mas sim montar um armário mais funcional e prático, que evita transtornos na hora de escolhermos uma roupa pra vestir. :)

    ResponderEliminar
  12. Carols, adorei o post! Até porque sou libriana também e sei muuuuuito bem dessa nossa mania de indecisão. Eu adotei o armário cápsula e foi uma das melhores coisas que eu já fiz, porque diminuí muito o tempo que eu passo tentando decidir que roupa usar e sinto que estou me vestindo bem melhor, muito mais de acordo com quem eu sou mesmo, sabe? Tem sido incrível. E eu sou como você, preto é minha cor de segurança, uso sempre que tô meio em dúvida sobre o que vestir!

    ResponderEliminar
  13. Vestidos muito legal, amar o seu corpo quente sexy, e suas roupas também determinam que você é uma mulher muito confiante

    ResponderEliminar
  14. Fernanda, eu tava lendo o texto e pensando nisso. Não é à toa que os exemplos são todos de homens... é porque não se cobra que os homens tenham um guarda roupa variado, não se espera isso deles. A gente tem mais opções, mas nos é estimulado (cobrado, quase) que usemos todas. Já que estamos falando de poder e figuras de destaque, na política isso é bastante óbvio: o quanto já não li de críticas aos terninhos da Dilma e da Hillary Clinton... Dilma resolveu usar um vestido "feminino" na posse? Não importa, tsunami de críticas também. Ninguém comenta caimento de terno de político.

    Carol, a sua reflexão é bacana e válida, mas o que a gente tá apontando aqui não tem nada a ver com se vestir bem ou não, estamos falando de paradigmas! Quem não lembra a ~polemiquinha~ da moça que criou um uniforme de trabalho pra si mesma? Virou notícia internacional, teve debate em blog! Lembro que ela mesma apontava que não era nada que seus colegas homens já não fizessem... Dá pra imaginar a gente discutindo um cara que sai pra trabalhar todo dia de blusa branca e calça preta? Não é notícia, notícia é mulher rejeitando status de "adorno", mesmo em um lugar onde isso nem deveria ser uma questão, como nosso local de trabalho.

    Recomendo o texto "Vestidas para agradar" da Revista de História de Biblioteca Nacional, que dá uma pincelada bacana no assunto. Vou colar um parágrafo aqui que ilustra bem, mas o texto todo é bem legal, principalmente pra quem curte moda:

    "A burguesia urbana ditava suas leis, impunha sua moral e seus costumes. Dava-se considerável atenção a tudo o que se revelava do domínio das aparências, a fim de confirmar seu lugar na sociedade. Mudou o significado da roupa: ela não era mais, como no Antigo Regime, a marca da origem social de uma pessoa, mas sim de seus recursos financeiros. Enquanto os homens eram discretos e sóbrios em suas vestimentas, transferiam para o visual da esposa e das filhas os seus status e poder econômico: os muitos enfeites das mulheres da elite revelavam o poder financeiro da figura masculina da qual dependiam. Enfeitar as esposas era sinal de status, e vestir-se com uma novidade da época, a “alta costura”, era uma forma de se igualar às senhoras das altas rodas sociais."


    PS: Meu ascendente é libra, sempre odiei redação com tema livre na escola e deixei pra me inscrever no vestibular no útimo dia do prazo porque não sabia o que marcar. Nem o tema do meu trabalho final de graduação foi escolha minha, chorava só de pensar nisso. Sinto sua dor.

    ResponderEliminar
  15. Esqueci de deixar o link do texto! Cabeça-de-vento define.

    http://www.revistadehistoria.com.br/secao/perspectiva/vestidas-para-agradar

    ResponderEliminar
  16. Cecilia26.12.15

    Sou libriana tb, e pense numa indecisão dos infernos com roupa! To começando a montar o armário cápsula pelo menos pro dia a dia, pq to cansada de perder tempo c isso...como moro em Recife e aqui eh quente o ano todo, n tem esse negócio de estação, ainda to naquela de achar a melhor fórmula p meu estilo, pro clima daqui e pras minhas atividades... Trabalho num lugar formal, mas meu negócio fora do escritório é praia, ou seja, o estilo do dia a dia e do fim de semana n batem, o q ta complicando um pouco minha vida! Agradeço desde já sugestões para essa pobre mortal q vos escreve!! Beijos e adorei o texto!!

    ResponderEliminar
  17. Fernanda31.12.15

    Paula, obrigada pelo link. Acho q vai ser útil no meu TCC sobre moda. E sobre o que vc falou sobre homens e mulheres no poder não poderia concordar mais. Lembra quando compararam a roupa da posse da Dilma a uma capa de bujão de gás, a roupa e forma física? Isso não acontece com presidentes homens. E claro que não pude deixar de notar que os três nomes citados pelo namorado da Carol eram de homens. Não é coincidência. Bjs

    ResponderEliminar
  18. […] um armário enxuto surgiu do desespero da semana passada e coloquei em prática depois que reli esse post da Carol Burgo que prova que devemos usar looks repetidos para nos salvar de um dilema que, na […]

    ResponderEliminar
  19. Que bacana esse assunto, Carol, me identifiquei com cada linha do post!
    Já tinha lido essa história de uniforme em alguma revista, se não me engano, e faz todo sentido! Aliás acho que sem querer eu acabei adotando isso pelo fato de estar sem emprego e obviamente sem dinheiro para gastar com peças novas.

    E quer saber? Essa história da praticidade é verdade! Tenho 3 blusas e 3 calças favoritas, todas do mesmo modelo, mas com detalhes diferentes, e na hora de vestir é quase automático: vou usar essa com essa e aquele sapato. Cabô! :O

    Faz todo sentido simplificarmos decisões bobas e superficiais (sem generalismo, claro, vai que rola um super evento, a gente quer estar toda produzidona, né? ^^D) e focar nas decisões que realmente importam.

    Ótimo post, adorei! <3

    ResponderEliminar
  20. rosa3.2.16

    Nada se cria, tudo se copia: http://www.hypeness.com.br/2015/04/look-do-ano-americana-usa-a-mesma-roupa-para-trabalhar-ha-3-anos/

    ResponderEliminar
  21. Claudia26.2.16

    Acho isso um mimimi danado. Na verdade, quem se importa com roupa de mulher é mulher. O que mais vejo é mulher sem estilo nenhum, e você acha que os homens se importam com isso? Quem vê essas mulheres como boring são as outras mulheres.
    Nunca vi um homem ver uma mulher de outra forma porque ela não tem estilo. Só chama a atenção quando é algo muito extravagante, mas isso acontece tanto com homem quanto com mulher. Vocês estão viajando demais... Tentando justificar suas frescuras botando a culpa na sociedade, nos homens, blá blá. Sejam honestas: vocês gostam de frufru porque gostam, mas isso não é indispensável pra se colocar na sociedade.

    ResponderEliminar
  22. pensei q eu era o unico q usa so a mesma roupa....



    zattini é confiavel

    ResponderEliminar

Subscribe