Um diário de vida, viagens e estilo.

Empreender em moda: a realidade por trás da palavra mágica

15 julho 2015
Empreendedorismo: substantivo masculino. 1) disposição ou capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, serviços, negócios. 2) inciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes, ger. com alterações que envolvem inovação e riscos. Palavra mágica do século 21.

Há tempos eu queria trazer este assunto ao blog, mas por ser uma "conversa" demorada, sempre fui deixando para depois. Dia desses eu e outras garotas envolvidas com moda, fomos convidadas pelo Senac Rio para participar de um debate sobre empreendedorismo no mundo da moda. Nós seríamos os "exemplos" de jovens que resolveram entrar no mundo mágico da carreira a solo, na estrada da liberdade e do sucesso. O que o evento queria propor era justamente uma troca de experiências, uma conversa para debater as dores e as delícias de se empreender na área de moda. Mas independente da área, ~empreender~ virou o grande must-do da nossa geração, tão ávida por tomar as rédeas da própria existência. Todo mundo, de repente, quer largar tudo e trabalhar com o que ama.

Por isso resolvi vir aqui, compartilhar com vocês minha nova vida de "empreendedora", dona de um pequeno e-commerce de moda e mostrar a realidade do jeitinho que ela é, desvendando os mitos e verdades desse universo paralelo. (e isso serve para qualquer tipo de negócio, mas eu vou falar sobre moda, ok?)

SONHO X REALIDADE

A primeira análise de todas para quem vai empreender é identificar exatamente o que é um possível delírio seu, do que é a realidade. Eu quis trabalhar com estampas, mas como não tinha experiência, não ia conseguir entrar com facilidade no disputadíssimo mercado da estamparia, então eu mesma cavei minha oportunidade e criei uma marca cujo foco é a estamparia aplicada a roupas simples e descomplicadas. Porém delirei quando achei que minha vida seria recheada de inspirações, arte, pintura. Delirei quando achei que ia fazer estampas todos os dias, desenhar roupas, ter tempo para criar, pensar em modelos e ver tudo isso concretizado em tempo recorde. Na verdade eu faço tudo, menos estampas e essa é a parte mais frustrante de todas.



 O sonho: desenhar estampas. A realidade: carregar sacola de tecido.

Criar estampas ocupa cerca de 10% do meu tempo de trabalho na Prosa e os outros 90% são tudo o que eu tenho que fazer para essa estampa chegar à casa do cliente: escolher o tema da coleção, os tipos de tecidos e impressões, os aviamentos, fazer pagamentos, contactar fornecedores, mandar modelar, pilotar, cortar, costurar, conferir acabamentos, passar roupas, ensacar produtos, embalar pedidos, etiquetar caixas, fotografar produtos, tratar as fotos, fazer newsletters, alimentar as redes sociais, responder emails, carregar MUITAS sacolas de pano, de corte, de moldes, de amostras, entre outras besteiras pelo meio do caminho. A menos que você seja uma pessoa muito organizada (não é o meu caso), com uma sócia/equipe que consiga suprir justamente o que te falta (não é o meu caso), com uma grana sem fim para investir (não é o meu caso) e um plano de negócios super estruturado (não é o meu caso), em geral o tão sonhado sonho de só fazer estampas, é um delírio que passa bem rápido. Nem entrei no mérito das questões burocráticas de ter uma marca funcionando, como CNPJ, alvarás, contadores, de encontrar mão de obra qualificada e sem exploração, de trabalhar com gente honesta e cada vez mais rara, etc, etc.

COMPLEXO DE SHIVA

Vocês já ouviram falar em Shiva? Shiva (deus da destruição e regeneração) é um dos deuses hindus que compõe a "santíssima Trindade" do hinduísmo, junto com Brahma (deus da criação) e Vishnu (deus da preservação). Esse papo todo é só para ilustrar o que quero dizer. Shiva é um deus de 4 braços, responsável por gerar fortes transformações físicas e emocionais. E a figura dele traduz muito bem o que acontece com nosso corpo quando resolvemos empreender.



Depois que você identifica que o que você MAIS ama fazer é o que você MENOS faz, você descobre que, para empreender você PRECISA saber fazer um monte de coisas. E o que não souber, você PRECISA APRENDER. Não tem pra onde. Pra quem está começando, como eu, que trabalho sozinha ou com a mamis, é impossível ter $$ para pagar uma equipe. No mundo dos sonhos você vai encontrar uma super equipe de sócios, cada um com sua especialidade, e vocês serão felizes para sempre. No mundo real, quanto mais sócios, mais gente para dividir o bolo miserável que money que vai entrar na empresa. Isso significa que: caso você more na casa dos seus pais ou dependa de alguém, é ok dividir o money. Caso você seja sozinha no mundo, tenha um teto e contas para pagar (meu caso), cada centavo conta e você não pode se dar ao luxo de contratar alguém pra dividir "o bolo". Você vai ter que transformar seu corpo e sua mente para dar conta de tudo. Isso é o complexo de Shiva (que eu acabei de inventar). Você vai ter que cumprir mais tarefas do que consegue e toda a destruição física que você vai sentir, vai te trazer uma força regeneradora, uma certeza de que, se você não é um deus, você está perto disso...algo tipo McGyver. Há males que vêm para o ótimo.

Eu sempre fui criativa, sempre trabalhei com criação e nunca saí dessa área. Se por um lado eu tenho uma desenvoltura para orquestrar o visual da minha marca, das minhas estampas, por outro lado eu sofro para concretizar essas criações. Sofro para tirar as ideias do papel. Dentro de uma agência de publicidade, esse papel é do produtor. Esse ser humano maravilhoso que executa o que você imagina. Na moda essa mesma função existe e eu fui obrigada a aprender na tapa e no choro. Hoje, além de criar as estampas, eu tenho que entender minimamente de corte e costura para poder tocar a produção das roupas. Tenho que saber pedir que tipo de bainha eu quero, se quero o corte em viés, em godê ou reto. Quanto de pano cada peça gasta, se vale a pena produzir ou não certas peças. Tenho que entender de tecidos, composições, caimento, tipos de impressão. É um universo totalmente novo pra mim e, confesso, angustiante. Por que não é fácil encontrar fornecedor para cada coisinha que você quer fazer. Aí falta tecido. Aí a outra não costura malha. Aí fulano não te entrega a impressão. Aí o prazo já foi pras cucuias. E assim você vê uma estampa que leva um dia pra ser feita, demorar 6 meses pra ser vendida. 

A PACIÊNCIA É UMA VIRTUDE NECESSIDADE



Depois que você virou multitask, deusa da destruição, mata na unha todos os perrengues, desenrolada os paranauê mais cascudos, você enfrenta o mais desesperador dos desafios: o tempo. E pro tempo não existem deuses. Criar uma coleção é lindo. Vê-la pronta é um sufoco e é preciso ter uma paciência budista para aceitar que seu tecido não vai ser impresso em menos de 30 dias. Que sua costureira não vai entregar as peças em menos de 2 semanas. Que sua modelagem não vai ficar pronta em 1 dia. Que sua micro-empresa não vai te dar um lucro maravilhoso em 1 ano. Que sua conta bancária não vai ficar positiva por um bom tempo. Para tudo isso é preciso exercitar diariamente a paciência. Eu já perdi as contas de quantas vezes me descabelei por não ter produto em pleno dezembro por que o fornecedor não entregou os tecidos, por perder timing de lançar coleção, por ver costureira LITERALMENTE f*dendo uma produção inteira e perder essa produção e não ter $$ para reinvestir. E eu só tenho 1 ano de loja Prosa. Até todos os ponteiros estarem acertados, até você encontrar uma equipe terceirizada (por que eu não posso contratar, rs) que seja incrível e comprometida, é um osso duríssimo de roer. Nem todo mundo tem dentes para aguentar e cada vez que você pensar em empreender, você tem que se questionar se você tem estrutura maxilar para aguentar o tranco.

AGORA SIM, VOU FAZER MODA!

Aí você chuta o pau da barraca, se joga no mundo e decide "criar moda". A verdade é que o mundo (e o Rio de Janeiro especificamente) está cheio de gente querendo "criar moda". Mas tudo isso que a gente vende é roupa, um artigo tão necessário e ao mesmo tempo tão supérfluo, por que tudo já foi inventado e ninguém mais precisa de roupa. Então empreender num negócio de moda é saber que você vai ter que encontrar algum diferencial muito f*da para oferecer aos seus clientes. Seja experiência de marca, seja qualidade absurda do produto, seja exclusividade extrema, seja preço, não importa. 46% das pequenas empresas de moda no mundo fecham suas portas no primeiro ano de funcionamento não por falta de estrutura, investimento, ou qualidade nos produtos/serviços, mas por falta de DIFERENCIAL. É um percentual muito alto e é esmagador tentar sobreviver nesse cenário. Quando eu criei a Prosa eu só queria um plano b para a minha vida, uma válvula de escape para fazer um trabalho mais pessoal e intuitivo, mas não sabia bem o que eu ia vender, além de estampas. Aos poucos eu fui encontrando um caminho e entendi que precisava vender histórias em cada estampa. Sempre gostei de escrever, então encontrei no design de estamparia uma forma de criar outros tipos de texto. Mas até encontrar esse ponto, eu sofri com a completa falta de rumo, me achei incapaz, incompetente e frustrada. Em tempos de fast-fashion e produção alucinante, é um diferencial vender algo tão pessoal. Ainda que seja...roupa.

BÚSSOLAS DESGOVERNADAS

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Empreender é como descer um rio agitado: você até pode saber nadar, mas a correnteza te desgoverna de um jeito, que você começa a perder a fé no rumo e em si mesmo. Quantos % você acha que a Prosa vai crescer nos próximos anos? Não sei. Quanto você coloca de margem de lucro nos seus produtos? Não sei. Quanto de prejuízo você tem em cada coleção? Não sei. Vou fazendo tudo na intuição e aprendendo com as quedas, por que nasci sem bússola. Mas caso você seja um ser humano iluminado, planeje bem sua marca antes de lançar. Não faça como eu, que em 5 meses larguei meu emprego pra viver de "estampas" e estou aqui escrevendo esta epopéia dramática. hahahahaha Mas que fique claro: nem tudo também são espinhos, afinal eu estou escrevendo este texto no meio do "expediente".  :D

SENTA E CHORA



 Puxa uma cadeira e senta comigo.


Empreender parece lindo e audacioso, principalmente quando você tem uma fonte de renda fixa pagando suas contas (seja um emprego em paralelo ou a família ajudando) ou pode empreender fora do expediente, como se fosse um ~projeto pessoal~ super bacana. Mas quando o empreendimento vira seu ganha pão, senta e chora. Chora comigo, por que eu já chorei muitas noites. E acordei chorando outras tantas manhãs. E muitos cabelos caíram. Por que é tão mais fácil ser diretora de arte, um trabalho que eu fazia há 10 anos, que sentava na mesa e sabia o que fazer, que cada departamento cuidava de uma coisa, que o caos era de certa forma organizado...mas não. Empreendedores escolhem caminhos difíceis e nem sempre é por coragem ou talento. Às vezes é por necessidade. Mesmo quem tem todo o apoio familiar, come o pão que o demo amassou pra ver seu negócio decolar. Mas acredito que, quem não tem esse apoio, tem mais tendência a cair em desespero, por que não sabe como vai pagar o aluguel mês que vem. E aí entra outra questão importante:

MAS O DINHEIRO É MEU!



A gente sempre pensa que, quando trabalha feito um condenado num emprego qualquer, estamos promovendo apenas a riqueza alheia, enchendo os bolsos dos chefes. Trabalhar para si mesmo é ter a certeza que todo seu esforço de horas extras e noites sem dormir, vai reverter em dilmas nas nossas carteiras. Ledo engano. Vou jogar a real: minha costureira ganha mais do que eu. Por que todo o dinheiro que entra na Prosa, vira conta pra pagar, tecido pra comprar, alvará dos infernos, imposto de não sei o quê,  impressão de tecido jogada fora. E todo mês é preciso apertar o cinto financeiro por que pode ser que mês que vem não venda bem e aí as contas continuam chegando e a máquina não pode parar. Então, desde que larguei o emprego em agosto de 2014, eu não sei mais o que é ter dinheiro na carteira. Continuo sem ganhar hora extra, mas agora, em vez de um salário fixo bonitinho caindo na minha conta, eu tenho uma incerteza constante roendo meu fígado.

COMO É BOM TER ALPISTE

Esta foi uma das tirinhas mais legais que vi nos últimos tempos. Empreender é uma palavra mágica, que tem feito muita gente correr em busca da sua liberdade, mas a realidade joga duro: ter alpiste todo dia é bom demais. Nada compra sua liberdade de escolha, seu futuro não tem preço e empreender pode ser uma grande aventura em busca de si mesmo. Mas também poucas coisas na vida são tão tranquilizadoras como ter um salário bacana todo mês, um plano de saúde pago pela empresa, férias remuneradas, domingos e feriados e um décimo terceiro brilhante para chamar de seu.

Quem empreende tem que ter uma certeza em mente: acabou a mamata. Se por um lado você pode se dar ao luxo de acordar às 10 da manhã pra trabalhar e pode até arriscar ir pro Starbucks fazer estampa naquele 10% de tempo, por outro você não sabe quando vai tirar férias novamente, se terá $$ pra continuar pagando o plano de saúde. Muito menos você poderá contar com seguro-desemprego, ticket alimentação e vale-transporte. Adoecer? Esquece. E se você precisar contratar alguém, você vai ter tantos encargos fiscais, que vai entender (em partes) por que é que uma empresa suga o máximo que puder do trabalhador. Nem o aluguel que você pagava numa boa quando tinha salário fixo, vai ser pago "numa boa" depois que você vê a dificuldade que sua empresa tem para conseguir aquele dinheiro. Tudo toma uma dimensão completamente nova e seu relacionamento com o valor do dinheiro e, principalmente, do trabalho, muda drasticamente. Shiva agindo.

ONLY THE BRAVE?

Não, empreender não é só para os corajosos. Empreender é para os que estão de saco cheio e querem um caminho alternativo também. Empreender é para quem, como eu, queria mudar de área, mas não podia ser estagiária novamente numa profissão nova, por que tinha contas para pagar. Empreender é para quem precisa inventar um novo caminho para si mesmo a todo custo. O caminho pode até não ser definitivo, mas muitas vezes é necessário. Apesar de ter crescido entre rolos de tecido e gostar de moda, eu caí de paraquedas numa área que eu não domino. A coragem não precisa ser um traço da sua personalidade (meu caso, já que não me considero corajosa), mas precisa BROTAR a qualquer custo, se você quiser continuar em pé.

VOLTANDO ATRÁS

Depois de toda essa saga vocês acham que eu voltaria atrás na minha decisão?

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SIM. Não por arrependimento, mas por que uma das principais características de quem quer empreender é não ter apego ao negócio. Tentou pra cacete, se matou de trabalhar e não deu certo? Começa de novo, outro caminho, sem choro, empreender é arriscar. Abre suas próprias portas e vai, ou volta. Qual o problema? Eu voltaria a trabalhar com propaganda, voltaria a trabalhar em agência, se acreditasse na filosofia da empresa. Não tenho o menor problema em mudar de caminho quantas vezes forem necessárias para que eu seja feliz. Não é a moda ou a estamparia ou a criação publicitária que definem meus passos profissionais, é o quanto aquele projeto me desafia e fascina. Portanto, se hoje a Prosa falisse, eu ia continuar minha vida tranquila e calma por que, apesar de chorar tantas noites, meu desespero é passageiro e eu sou motorista dessa locomotiva. (piada infame! hahaha).

MAS EMPREENDER VALE A PENA?

Por fim, o que tenho a dizer é: empreender vale a pena. Nem que seja pra você sair da sua zona de conforto por um tempo e aprender coisas novas. Acho que foi um importante passo de amadurecimento pra mim. O fracasso é garantido, mas o sucesso só acontece para os que tentam e é inevitável para os que persistem e sabem o trabalho que estão desenvolvendo. Daqui a uns anos eu espero olhar para trás e dar risada deste texto. Espero escrever sobre como toda a glória valeu cada lágrima. Mas mesmo que o sucesso estrondoso não aconteça, mesmo que eu não atinja o conforto financeiro, eu mudei meu caminho e fui atrás da felicidade. E ela pode nem estar aqui, nessa vida de empreendedora de moda, mas foi aqui que eu comecei a buscá-la e é isso que importa.

Espero que vocês tenham gostado do mega-texto de hoje. hehehe Foi cansativo ou de boa? Caso vocês tenham mais dúvidas, coloquem aqui nos comentários, que eu tentarei fazer um vídeo mais completo! O que acham? :D

Beijos, Carols
61 comentários on "Empreender em moda: a realidade por trás da palavra mágica"
  1. Texto excelente Carol! Há algum tempo atrás tbm comecei a busca de um sonho paralelo. Sabia que se me dedicasse mais, teria mais clientes e lucros. Mas, pra isso precisaria largar o emprego, pois como vc, tbm sou publicitária e vc sabe, somos escravizados até a alma.
    Por medo, por ter muita conta atrasada e outras por vir, acabei desistindo. Ainda penso em retomar de alguma forma ou tentar buscar outros caminhos.
    Admiro pessoas como vc que tentam, tentar é uma tarefa bem complicada. Conseguir ou fracassar, como vc fala, é consequência. Muita gente vive uma vida inteira sem tentar nada... É triste.
    Bom, falei demais, mas enfim, me encontro nos teus textos e te admiro por toda a história da sua marca, vida e tal.
    Sucesso sempre, seja onde for!
    =)
    bjs

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  2. Carla15.7.15

    Oi Carols, desde o ano passado criei uma marca de bijus e me identifiquei total com seu texto, eu crio, monto, compro, faço preços, coloco no site, só tenho eu eu eu!!!!!!!Dindin que é bom nada, lucro? Tá longe ainda não vejo...mas quer saber amo o que faço e vou até o fim, vamos rir juntas desse texto um dia...tenho certeza!!!!!!!!Beijos...

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  3. Agatha Dionísio15.7.15

    Foi mais que de boa, foi maravilhoso! Um texto que com certeza não se aplica apenas ao universo da moda, mas pra quem quer empreender em qualquer área. Parabéns pela garra Carol, admiro bastante sua maneira de ver as coisas.
    Abraço!

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  4. Muito legal, Carol. Sou empreendedora, mas numa área menos complexa. Claro que sofro com a ansiedade de ter e manter clientes, mas é algo que não exige um investimento financeiro e um planejamento rigoroso como o teu, o que deixa a coisa toda mais fácil. Percebi o momento em que tuas criações se tornaram histórias. É muito bacana entender em prosa as tuas inspirações que viraram roupas. Só uma correção: tu é muito corajosa. Olha com mais compaixão pra toda a estrada que tu já percorreu. Tu é corajosa, bem corajosa. Beijo e boa sorte!

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  5. Adorei essa sua partilha aqui conosco! Imagino que empreender seja um caminho árduo, mas nada como fazer o que você gosta. Como tudo na vida existem prós e contras... Boa sorte na sua empreitada. Seja feliz!

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  6. Marcela Torres15.7.15

    Carol, sou fã do seu trabalho! da sua forma de encarar a vida, dos seus desenhos e principalmente dos seus textos. acredito que o seu diferencial já está garantido! gostei muito desse post, essa sinceridade é importante pra quem pensa em seguir por esse caminho empreendedor (assim como eu). eu sou estudante de design de moda e confesso que hoje (depois de uma árdua graduação de Relações Internacionais) faço o que gosto! e é a partir daí que a gente sente coragem de sentir essa liberdade, e que as vezes, o alpiste te dá segurança, mas te repreende. pessoas criativas não podem ter rotinas, porque esse "diferencial" se perde. de qualquer forma, obrigada por essas palavras, abriram meus olhos e me ajudaram a entender um pouco do que tenho pela frente.
    como sugestão (e pedido de socorro), gostaria que você me ajudasse (e a quem interessar também), com um post/vídeo/snapchat sobre seus perrengues da prosa: qual é o tipo de impressão que você usa; qual empresa faz essas impressões; você faz as roupas primeiro e depois estampa, ou estampa e depois faz a modelagem?; como você faz pra aproveitar ao máximo o tecido estampado; você paga um salário fixo para sua costureira?; enfim, dúvidas que aparecem pra quem tá começando a empreender moda e não tem um pingo de experiência nisso.

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  7. Malu Frazão15.7.15

    Carol, sou só uma pernambucana que ama seu blog e queria deixar um xêro no coração. Tô numa fase de considerar drásticas mudanças na vida (quase formada em Direito, considerando fazer uma segunda faculdade mais criativa), e te entendo completamente. Ainda estou trabalhando criar essa coragem que você teve. Mesmo que possa dar errado, mesmo que não seja fácil, acho que vale a pena o caminho, a descoberta. Coincidentemente, nessa mesma semana assisti um vídeo da Jout Jout que tem um pouco a ver com isso (Coisinhas Flutuantes o nome). Força pra nós e sucesso na Prosa! <3

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  8. Marcela Donatello15.7.15

    CLAP, CLAP, CLAP!
    O texto que eu gostaria de ter escrito! O texto que eu tanto procurei pela internet!
    MARAVILHOSO!
    Me identifiquei em cada linha, em cada palavra, em cada sentimento, em cada lágrima, em tudo! De fato, a gente empreende porque precisa de uma vida melhor, aí descobre que, na prática, quase não faz o que empreendeu pra fazer; e tem que matar um leão por dia e aprender um muito de tudo, num tempo que obviamente não é suficiente pra trazer os resultados na velocidade que a pilha de contas exige; vive com a carteira vazia, recusando até convite pro café, num infinito de medos, inseguranças e preocupações de quem, na real, não tem a menor ideia do que está fazendo; e vive com a sensação de que a qualquer momento alguém vai abrir pro mundo que você uma fraude. Por fim, você entende que a experiência vale a pena, seja doce ou seja amarga e entende, que essa talvez tenha sido a maior jornada da sua vida.
    Eu empreendi, dei suor, sangue e lágrimas pra isso e quando a hora chegou, encerrei minha jornada. Ouvi "meus pêsames" de quem mede a vida por sucesso ou fracasso e estou agora seguindo outro caminho, completamente em paz, porque sei que durou o tempo que tinha que durar, e principalmente, porque sei que foi empreendendo que eu comecei a buscar a minha felicidade. E empreender foi o corredor que me levou pra uma porta melhor, que eu não conseguia enxergar antes!
    Lindo, Carols! Te admiro demais, adoro seus textos e adoraria te pagar uma cerveja (ou um alpiste) pra gente ter essa conversa por horas!
    Por mais pessoas falando de empreendedorismo VIDA REAL. Porque entre começar e a capa da Você SA tem um infinito de trabalho e esforço, sem glamour!

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  9. TEXTO TOPÍSSIMO!
    É isso ai, empreender é uma arte e o sonho é bem diferente da realidade.
    Mas isso é bom, porque em tudo a gente ganha experiência, experiência que em lugar nenhum, escola, emprego, a gente conhece ganhar.
    Gente que conhecemos, processos que nunca pensávamos que iríamos precisar passar e tudo a gente aprende na marra, no choro e depois aquilo passa a ser a coisa mais simples do mundo.
    Tenho orgulho de você, amo a Prosa, dou o maior valor a micro empreendedores e pode ter certeza de que se um dia a Prosa existir mais, tu vai ser uma funcionária do caralho por ter vivido tudo isso.

    Beijo
    #amigafaeempreendedora

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  10. Flavia15.7.15

    Carol, você se supera a cada texto!!! Fantástico! Sensacional! Desejo sucesso !!! Você merece ... sua garra é admirável! Beijos

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  11. Helena15.7.15

    Carol! Adorei o texto.
    Recentemente também larguei tudo para empreender e ter essa "liberdade". Compartilho com você a felicidade pela decisão, mas também toda a angústia e lágrimas de cada dia. Não é para qualquer um mesmo.
    Admiro muito o seu trabalho na Prosa e torço muito para seu sucesso!
    Outro dia esbarrei com você no Comuna, mas não fui falar porque sei que você fica tímida (e eu também hehe). Fica aqui meu abraço e carinho :)

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  12. Quê texto, Carol! Como sempre, muito inspirador, sério. Adoro os teus textos!

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  13. Juliana15.7.15

    Texto delicioso. Adoro acompanhar a sua historia e as suas experiencias.
    parabéns e muito obrigada por compartilhar tudo com nós, suas leitoras.
    beijão

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  14. Oi Carol... belo texto! Nunca comentei, mas hoje me senti tentada.
    Posso te ajudar com relação a margem de lucro, calculo de preço de venda e estimativa de resultado.
    Se aceitar a ajuda, entra em contato comigo? Seria um prazer imenso saber que posso contribuir com o sucesso da sua empresa. Torço demais por você, e tenho certeza que o sucesso está logo ali, te esperando!
    Beijos,
    Fer

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  15. Ana Paula Bento15.7.15

    Uau Carol! Que texto incrível além de sincero! Estou em uma fase tão dificil na minha vida profissional, me sentindo presa a uma empresa que não me inspira em mais nada, mas as contas que me prendem e é sufocante! Desejo sorte pra você e que logo mais você possa rir mesmo desse texto! Um beijo querida!

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  16. Só dá pra te AGRADECER, mais uma vez, né?! Texto grande, quando é bom como esse a gente lê com prazer!

    Tema super necessário, reflexão excelente!

    Bjs, Sucesso! :)

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  17. Sobre tudo que eu tenho passado desde que abri a Circorama.

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  18. Um texto bem escrito é sempre de boa !!!! hehehe
    Muito bom mesmo !!!!
    Sucesso pra você e pra Prosa !!!!

    Beijos !!!!

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  19. Fernanda15.7.15

    Carol, acompanho você desde o primeiro post do Small e, olha, como você cresce!! Mulher, é em progressão geométrica a sua evolução! É certo que vai rir desse texto um dia e eu estarei acompanhando para rir junto dos momentos difíceis que você enfrentou. Admiro sua coragem, apesar de você não se achar corajosa, e também a sua preocupação em dividir as experiências com outras pessoas. Você é uma inspiração!
    Beijos da sua fiel leitora. kkkkkkkkkk :)
    Obs.: Minha mãe te ama! hahaha

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  20. Simone Tressi15.7.15

    Parabéns, Carol! Texto ótimo como sempre!
    Importante essa reflexão de que, se a gente largou tudo pra ir em busca da autonomia, também pode largar da busca e ir de volta para a estabilidade. É a audácia de ir e vir onde bem nos aprouver que conta, afinal.
    Beiji e muito sucesso sempre!

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  21. Sandra15.7.15

    Maravilhoso ter no mundo da moda e dos blogs alguém como você, que não vive apenas a postar um mundo que não é bem como aparenta ser, a veracidade e realidade do que você expôs é de suma importância para que as pessoas entendam que uma roupa na vitrine agrega muito trabalho, dedicação e dinheiro.
    Assim como você e tantas outras que comentaram aqui sou empreendedora, e vontade de desistir nos acomete muito mais do que as pessoas imaginam, fazer e planejar tudo, depender dos outros e ainda sim ter forças para ir em frente não é para qualquer pessoa.
    Você é corajosa sim, pois acredita em você e no seu sonho. Então torço para que vá em frente, e que nós em tempos de crise, que ainda veio para complicar mais o negocio, tenhamos gana para levar isso até o fim.

    super beijos.

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  22. UAU! Texto mais realista, sincero e pé no chão que já li sobre empreendedorismo (e olha que já li muitos!). Parabéns!

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  23. Julia15.7.15

    Texto lindo, lúcido e bem escrito.
    Já tem uns três anos que te acompanho (uma das únicas blogueiras que gosto de ler) e é impressionante o seu amadurecimento. Você sempre teve um diferencial, mas parece que a cada post você cresce, e eu me identifico cada vez mais com seus desejos e com suas escolhas.
    O sucesso virou um valor na nossa sociedade que não faz muito sentido...
    Admitir o medo e a possibilidade de fracasso é tão mais humano, não é mesmo?
    Tô com você que a caminhada vale mais. No fim das contas, desistindo ou não, o percurso que vai dizer o que ficou.
    Enfim, admiro seus texto, sua coragem, sua sinceridade... não só com o que você faz com sua vida mas na maneira como você compartilha ela com a gente! (falar sobre isso talvez seja tão complicado quanto viver isso)
    Beijo grande!

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  24. Georgia Pessoa15.7.15

    Carol, que texto massa! Imagino como deve ser bom desabafar tudo o que tava engasgado, né?! Aliviar um pouco a tensão e estresse em palavras que , por sinal, você escreve muito bem. Hoje comecei a pesquisar sobre empreender (e empreender sozinha) e o teu discurso caiu como uma luva. Mas confesso que já tinha essa imagem de não ser nada fácil, porque convivo com pessoas que são empreendedoras e sei o quanto é sacrificante. Também não fui tão radical quanto você em deixar meu emprego, porque não tenho essas dilmas (como vc fala) todas! kkkkkk Tenho uma filosofia que: de tudo levamos uma aprendizagem. Vou começar o meu first empreendedorismo kkkk e tentar levar os tropeços dos amigos como aprendizado.Espero que esse segundo Semestre traga novas energias pra você!! Um bjo :*

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  25. Kátia15.7.15

    Amei o texto Carol! Realmente um dos poucos que falam do lado vida real de se empreender!
    Parabéns pela dedicação e pelo trabalho!
    bjos!

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  26. Tatiana15.7.15

    Carol,
    gostei do texto, mas fiquei preocupada. É sério que você não tem uma planilha de custos, precifica na intuição, só mede o que vende mais ou menos pela percepção? Adoro a Prosa e não quero que acabe. Sei que já está difícil e trabalhoso, mas sentar um dia para tentar planilhar os custos das peças pode te ajudar a saber se os preços que está cobrando pagam o que você gastou (incluindo seu tempo). Também vale a pena anotar o que foi vendido de cada peça, aquilo que a demanda superou a oferta (você pode ter uma proxy disso se no site houver um meio para a pessoa que não conseguiu comprar, puder ser avisada se a peça voltar).
    Outras idéias, fora do mundo das planilhas, é colocar as peças à venda antes de estarem confeccionadas (pré-venda). Tem gente disposta a esperar um pouquinho mais e já garantir o seu. Aí, você pode planejar a produção de acordo com a demanda (que, por mais que a gente tente, sempre pode surpreender). Além disso, funciona como um adiantamento, sem juros. Eu mesma compraria peças que você já postou, mas que ainda não estão à venda, ainda que a entrega fosse prevista para algumas semanas. Outra idéia é mudar o padrão de venda para aquelas peças com poucas unidades. Lembro de uma saia listrada que esgotou rapidamente e de uns vestidos (três unidades). O usual é colocar a venda e quem chegou primeiro leva. Mas, já que é certo que tem mais gente querendo comprar do que há disponível, por que não estabelecer um preço mínimo, um período para oferta, e deixar que as pessoas digam quanto estão dispostas a pagar. Leva quem ofertar o maior valor. Quem mais valorizar o seu produto (e/ou tiver mais disponibilidade financeira naquele momento), leva. A seleção pela rapidez de acesso ao site não é mais justa que essa (é apenas um tipo diferente de seleção), e nessa você monetiza a restrição da oferta. Claro, é bom colocar de um jeito simpático (vc acha que vale mais? Diga aqui.) São idéias, mas acho que dá para fugir um pouco da caixinha e, quem sabe, ganhar um pouquinho mais.
    Torcendo por você, seja qual for seu caminho (se for com a Prosa, melhor para nós, consumidoras).

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  27. Super me identifiquei com seu texto, vc descreveu tudo perfeitamente e a leitura e tão boa que o texto nem parece grande.
    Trabalhei por anos em uma empresa como estilista e sei bem como é essa rotina louca, se quando vc tem toda uma estrutura e capital investido já é difícil conciliar tudo, imagino sozinha! Também senti necessidade de buscar algo meu, e em fev de 2014 larguei tudo para "empreender". Realmente é bem mais fácil ter o alpiste garantido, mas se a gente não arriscar nunca vai conhecer o gostinho da liberdade, por mais que no começo a gente vai experimentando e ainda é tudo meio amargo...Também me sinto sem coragem para muitas coisas, mas se a gente fica esperando a coragem chegar alguém vai lá e realiza o nosso sonho antes da gente. Vendo sua marca e conhecendo agora sua trajetória posso afirmar que vc vem fazendo um trabalho incrível, e poucos teriam a mesma coragem que vc teve, suas peças expressam toda essa sua vontade de fazer a diferença! Desejo vida longa ao seu empreendimento, e que logo possas colher os frutos de sua dedicação.

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  28. Camila Fleury15.7.15

    Ai, Carol, queria me sentar do seu lado agora pra dizer que te entendo perfeitamente e tô numa fase que estou empreendendo 'de leve' - desde que meu último emprego não me quis mais, procuro por algo que eu goste de fazer, mas também me dê retorno. Vira e mexe me pego pensando 'bem que eu deveria ter ouvido meus pais e feito outra coisa da vida'. Mas o que fazer, se todas as minhas opções me levam pro incerto ou difícil? Só amar uma coisa é complicado. A coisa tem que te amar muito também pro seu esforço ter resultado de alguma maneira.

    Eu fui nesse debate no SENAC pra ver você e a Ana. Fiquei numa ansiedade de ver e ouvir o que vocês tinham pra dizer, porque de certa forma me inspiram e eu admiro, gosto do conteúdo. Fiquei até surpresa pelas suas confissões, pois por mais que eu não achasse que fosse fácil ser desse meio, não achava que era um caminho tão tortuoso e com obstáculos maiores do que a perna pode pular. Mas mesmo assim me serviu pra ser persistente, porque é o que a vida exige sempre, nem que seja continuando num trabalho chato, mas ganhando o alpiste de cada dia.

    Hoje me vi sendo Shiva: tomava conta dos meus bolinhos no forno enquanto o feijão tava na panela pegando pressão, fazia suco e queimava o pão que botei na frigideira (e eu comi assim mesmo, assumi o risco! rs). Tudo isso pra tentar otimizar meu tempo, já que resolvi investir agora no setor de doces e adjacências e fiquei a tarde toda assando os bolinhos.

    Engraçado pensar que até mesmo aquilo que parece simples revela uma complexidade enorme pra ser concluída e que o trabalho feito em casa pode ser mais difícil do que acordar cedo e pegar ônibus pra chegar no escritório.

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  29. Carols amei o seu texto,super verdadeiro e me vi em muitos parágrafos.Empreendi com uma loja de roupas,eu revendia várias marcas bacanas junto com minha mãe e minha loja depois de 4 anos tivemos que fechar.Foi um período muito importante para mim ,mas gente é duro,é preciso coragem mas principalmente como a Carol falou não ter medo de mudar o seu caminho.Assim como tive que mudar o meu e ir em busca do plano B.Ainda continuo na busca e sei que a minha área é moda.
    beijos

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  30. Dalila Carvalho15.7.15

    Texto incrível e com um ritmo maravilhoso! Como diriam os franceses "bon courage" na sua trajetória!

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  31. Sem palavras! Me definiu em poucos minutos durante essa leitura e só posso dizer: "tamo junto".
    Beijos beijos
    Helo

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  32. O único problema do texto grande foi ter que voltar lá pra cima pra clicar pra comentar, hahahaha!
    Carol, quando eu estava na faculdade (de moda) em busca de experiência na área que eu estava me interessando - a fotografia - conheci a Prosa, me senti muito solidária a todo o perrengue que imaginei que você estava passando e pensei 20 vezes em te enviar um e-mail me oferecendo pra fotografar pro site! Hoje não estou mais no Rio e me arrependo de não ter tido as caras de mandar esse e-mail! Mas espero que a Prosa resista e cresça e eu ainda tenha a oportunidade de fazer isso no futuro. Boa sorte :)

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  33. Cara, na hora que li "Voltando atrás", quase surtei...
    Fiquei numa tristeza só aqui no trampo... Carol, mata nóis do coração não, boneca... Eu amo ler vc aqui e ver suas fotos no insta...
    Enfim, tenho uma pergunta pra fazer sobre empreendedorismo: Me conta quais são os fatores mais importantes pra vc nos cuidados de um e-commerce. Vc tem alguém que cuide da plataforma pra vc? Vc mesmo faz isso? Que tipo de divulgação vc faz?
    Eu sempre quis empreender, já tentei uma vez fazendo bijuterias. Dava muito certo, vendia super bem, mas por não dá conta de fazer as coisas sozinhas (por deprê mesmo, não queria ficar sozinha, a produção era muito solitária...), desisti. Mas minha maior vontade é ter um e-commerce. E estou caminhando pra isso... Quem sabe eu não te mando umas peças minhas pra vc fotografar em um dos seus catálogos maravilhindos? rsrsrs

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  34. Elaine Lima16.7.15

    Texto incrível! Maravilhoso, bem escrito, informativo, gostoso de ler, divertido e realista!
    Você pode ser jornalista na boa, se essa experiência não der certo.

    Admiro muito você, conterrânea arretada de massa!

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  35. Clarissa Chagas16.7.15

    Muito bom o texto! Eu trabalho pelo Sebrae de Pernambuco no setor de indústria de confecção e adoro incentivar os empresário com leituras.

    A sua veio muito a calhar e já estou compartilhando com todos eles.

    Beijos Carol, adoro o jeito gostoso das suas postagens.

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  36. Carol, acompanho seu trabalho há muitos anos, quando tu ainda estavas em Recife e eu em Natal. Admiro toda tua persistência, necessidade de mudanças, a coragem que é sair de casa e criar um novo lar em outro lugar (tu no Rio e eu aqui em SP). Admiro tua criatividade, teu trabalho e como inspiras tantas pessoas.
    O mundo da moda atual, principalmente o virtual, vive uma grande onda de mundo surreal e o teu trabalho é verdadeiro e real.
    Estou empreendendo, não é fácil, e teu texto é um acalanto à alma, ímpar em meio a tudo que lemos por aí de empreendedorismos. Afinal, falar do que deu certo é fácil, mas do que está sendo construído e de forma tão sincera é para poucos.
    Obrigada, li teu texto em um momento que estava desabando e ele meu deu uma luz!
    Sucesso sempre e mais, sua linda!

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  37. Amanda Martins16.7.15

    Carol, achei incrível a tua perspectiva que é o oposto da minha trajetória.
    Meus pais são empreendedores e foram a vida toda, nunca soubemos o que é férias, 13º salário e estabilidade.
    Apesar de conviver a vida toda com a incerteza, não teve jeito, meu desejo de empreender me ganhou muito antes de começar a faculdade.
    Hoje somos meu pai, minha mãe e eu, dependendo 100% dos resultados da empresa. Passamos por momentos difíceis, desses de dormir e acordar chorando, desses que parece que não tem solução. Mas tem, viu! Eu te garanto.
    Reestruturamos, reinvestimos, e hoje voltamos a colher os frutos.
    Eu queria te dizer pra não se desesperar, quem trabalha com o coração e honestidade chega lá, por mais que o caminho seja de muito mais curvas do que o previsto.

    Sigo sempre aqui!!
    Um abraço.

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  38. anonimo16.7.15

    Carol, adoro o seu trabalho. seus desenhos. suas estampas. E admiro a coragem de empreender. E sua sinceridade ao escrever. Contudo, esse não é o primeiro texto que você escreve que expõe essa experiência como um negócio muito difícil, um projeto que ainda não decolou. E estou escrevendo pra dizer que uma das coisas mais importantes quando você empreende é projetar uma imagem de sucesso. As pessoas desejam mais um produto quando sabem que ele faz sucesso. Essa perspectiva que você apresenta nos seus textos do blog não colabora para o seu negócio, especialmente porque imagino que o público do blog e da sua loja virtual seja o mesmo. Enfim, não estou dizendo pra inventar informações. Mas você é publicitária! Informe mais as pessoas daquilo que dá certo, mostre o lado do sucesso e você gerará um círculo virtuoso para o seu empreendimento. Te desejo muito sucesso!

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  39. Luana16.7.15

    Ótimo texto Carol !!!
    Me inspirou mto, sucesso e sucesso...que seus caminhos sejam repletos dele, pq capacidade pra conquistá-lo vc tem de sobra

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  40. Aline Freitas17.7.15

    Uau, que texto! Quase não respirei por todo o tempo que li!
    Eu estou passando por um momento de inquietação pessoal e profissional, pois ainda não sei o que me faz feliz no caminho que escolhi... E tenho pensado em empreender.
    E o seu texto foi uma baita reflexão!
    Obrigada!

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  41. Adorei seu texto, Carol.....De todos os textos que li sobre empreendedorismo o seu foi o que me descreveu do começo ao fim, me vi em cada palavra, em cada vírgula.
    Estou na mesma situação que vc, mas a minha área é de sapatos, mas desesperador igual.
    Quando se tem amor pelo que faz , no fim tudo da certo...boa sorte com a sua coleção, com a sua loja! :)

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  42. Marcella17.7.15

    Poxa Carol, que texto FODA!!! Ok q eu sempre amo tudo o q você escreve aqui, mas esse post está incrível e eu só posso te admirar ainda mais!! Mesmo minha história sendo completanente diferente, não sou empreendedora, sou a "cagona" do salário fixo, do 13º, das férias, das 10 horas dentro do escritório em meio a números e planilhas, não tem como até se emocionar. Parabéns, parabéns! Desejo MUITO sucesso pra você!!! Beijão

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  43. Larissa20.7.15

    Nada cansativo esse texto, principalmente para quem quer ser empreendedora foi ótimo para ver como é a realidade. Tenho muita vontade de ser empreendedora também, mas vi de perto através do meu pai o quanto essa vida de trabalhar por conta própria pode ser complicada. Meu pai por exemplo adquiriu uma úlcera gástrica devido ao estresse e a alimentação ruim por causa da correria que nem para comer ele conseguia parar. Ele quis trabalhar por conta própria por não gostar muito de cumprir ordens, e eu sigo o mesmo caminho (um saco ser assim por sinal rs). Ainda tenho um patrão, mas o sonho de empreender com meus trabalhos artesanais ainda estão bem vivos. Mas esse texto faz a gente ter uma boa reflexão. Adorei você ter compartilhado ele :)

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  44. […] Amei esse post da Carol contando a sua experiência como empreendedora de sua marca a Prosa.Vale muit a pena pra quem pensa em abrir ou tem um negócio.Empreender tudo o que você precisa saber […]

    ResponderEliminar
  45. Carol23.7.15

    Carol, minha xará, não consegui terminar de ler o texto antes de escrever esse comentário por tamanha angústia!!!!
    Sou formada em design de moda pelo Senai Cetiqt no Rio e trabalhei por dois anos e meio como estagiária/assistente de estilo em uma marca reconhecida e famosa na cidade, mas agora to indo passar uma temporada fora. Comecei a trabalhar no meu segundo período, tímida e vinda do interior, aprendi na marra o dia a dia do ramo, zero glamour, correria, prazos a cumprir, contato direto com fornecedores... Era responsável por parte da coleção, meu trabalho era fazer com que tudo funcionasse dentro do prazo, movimentar as peças, cobrar estamparia, cobrar facção, ficar em cima de tudo, e se tem uma coisa que eu aprendi a ser é chata! Ligo 30 vezes ao dia, cobro, recobro, fico em cima, dou bronca, mas trato todos com muito respeito e carinho. Pois se vc não cobra as suas peças, eles vão passar a do fulano que está cobrando na frente e aí vc se lasca!! Não tenha medo de cobrar, de ligar 500 vezes até obter respostas, oferecer ajuda até pra pregar um botão da peça, explique minuciosamente cada detalhe da peça (desenhe, ilustre, escreva, tire foto, porque se não estiver totalmente detalhado a costureira faz tudo errado, parece até piada). O que é óbvio e simples pra gente, parece um bicho de sete cabeças pros outros, e tenha SEMPRE uma peça piloto lacrada como base da sua produção. Tem custo, mas te poupa tempo e repilotagem desnecessária, podendo também servir como base pra futuras peças.
    Tenho contato de diversos fornecedores de produto acabado, semi-acabado, estamparia, tecido, aviamento. Acredito na vida que a gente deve ajudar o próximo, e busco fazer isso da maneira que posso. Sou contra o círculo fechado do mercado, sou contra profissionais que querem subir na vida a custo de outros, acredito e tenho fé que cada um deva seguir seu caminho de acordo com o seu potencial, e não por ser protegido de ninguém. Se puder ajudar, se vc estiver buscando contatos de fornecedores, me envia email (acho que aparece o meu pra vc no comentário).
    Desculpa se passei do ponto, mas fico muito triste em ver a dificuldade desse início, me fascina esse ramo e quero muito que tenha um lugar ao sol para todos que merecem. Boa sorte!!!

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  46. Carol23.7.15

    Carol, minha xará, não consegui terminar de ler o texto antes de escrever esse comentário por tamanha angústia!!!!
    Sou formada em design de moda pelo Senai Cetiqt no Rio e trabalhei por dois anos e meio como estagiária/assistente de estilo em uma marca reconhecida e famosa na cidade, mas agora to indo passar uma temporada fora. Comecei a trabalhar no meu segundo período, tímida e vinda do interior, aprendi na marra o dia a dia do ramo, zero glamour, correria, prazos a cumprir, contato direto com fornecedores... Era responsável por parte da coleção, meu trabalho era fazer com que tudo funcionasse dentro do prazo, movimentar as peças, cobrar estamparia, cobrar facção, ficar em cima de tudo, e se tem uma coisa que eu aprendi a ser, é chata! Ligo 30 vezes ao dia, cobro, recobro, fico em cima, dou bronca, mas trato todos com muito respeito e carinho. Pois se vc não cobra as suas peças, eles vão passar a do fulano que está cobrando na frente e aí vc se lasca!! Não tenha medo de cobrar, de ligar 500 vezes até obter respostas, oferecer ajuda até pra pregar um botão da peça, explique minuciosamente cada detalhe da peça (desenhe, ilustre, escreva, tire foto, porque se não estiver totalmente detalhado a costureira faz tudo errado, parece até piada). O que é óbvio e simples pra gente, parece um bicho de sete cabeças pros outros, e tenha SEMPRE uma peça piloto lacrada como base da sua produção. Tem custo, mas te poupa tempo e repilotagem desnecessária, podendo também servir como base pra futuras peças.
    Tenho contato de diversos fornecedores de produto acabado, semi-acabado, estamparia, tecido, aviamento. Acredito na vida que a gente deve ajudar o próximo, e busco fazer isso da maneira que posso. Sou contra o círculo fechado do mercado, sou contra profissionais que querem subir na vida a custo de outros, acredito e tenho fé que cada um deva seguir seu caminho de acordo com o seu potencial, e não por ser protegido de ninguém. Se puder ajudar, se vc estiver buscando contatos de fornecedores, me envia email (acho que aparece o meu pra vc no comentário).
    Desculpa se passei do ponto, mas fico muito triste em ver a dificuldade desse início, me fascina esse ramo e quero muito que tenha um lugar ao sol para todos que merecem. Boa sorte!!!

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  47. Aline23.7.15

    Adorei o texto Carol! Me identifiquei muito porque trabalho com arte, o que é bem complicado.
    Também passo só 10% criando realmente, mas a sensacao de satisfacao quando conseguimos
    fazer algo é algo inexplicável e faz tudo valer a pena. Voce deve sentir a mesma coisa quando
    termina uma colecao, né? Muito bom! Te admiro muito e espero que você tenha muito sucesso.
    Beijos

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  48. Falou tudo e ganhou uma nova seguidora assídua. Sou estudante de Moda, e gosto de tantas áreas dela que chegou a sofrer hahahaha, atualmente faço estágio em um ateliê recém aberto, de vestidos de noiva, festa e formatura feitos sob medida, e não é puxar saco não, mas a equipe toda é incrível, e os vestidos que produzimos são incríveis, de acambamento, tecido e bom gosto impecável, uma pena que todos esses adjetivos não pagam os boletos que chegam ne hahahaha, mas o amor e acreditar naquilo que damos nossos minutos do dia pensando em como pode ficar mais bacana, sempre gera ânimo a cada dia!

    Não conhecia seu blog, parabéns e todo sucesso para a Prosa!

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  49. Édina Müller24.7.15

    Oi Carol! acompanho tua página no facebook ha algum tempo e esse foi o primeiro texto que li na integra. O tema me atraiu inevitávelmente porque fui louca de largar meu emprego frustante de costureira em confecção de uniformes pra montar uma marca com duas amigas da faculdade. Financeiramente já acho que fiz cáca, né, to no seguro desemprego e trabalhando com clientes em casa, fazendo roupas sob medida, o que já me deixa preocupada e encafifada pensando em procurar um emprego meio turno e com medo de não conseguir me dedicar o suficiente nesse projeto pessoal.(eu ainda nao contei isso pras minhas sócias) Estamos planejando a marca de acordo com algumas diretrizes indicadas na faculdade, plano de negócios, pesquisa de mercado..etc! E como estamos entrando no ultimo semestre do curso, estamos focando os TCCs na nossa marca, e essa etapa já é frustante pq percebemos incapacidades e falta de habilidades em nós, falta de experiência, muita coisaaa.
    Bom, só queria dividir e dizer que teu texto foi uma ótima leitura nessa noite. Moro no rio grande do sul, na região noroeste, interior do estado, e foi bom ler e saber que essas dificuldades de iniciar um negócio próprio, um novo projeto de vida, são realidade de quem quer empreender em qualquer lugar desse país!

    Beijo, Édina!

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  50. Daise25.7.15

    Ei li esse texto com lágrimas nos olhos, eu larguei tudo pra estudar moda, e agora estou montando um e-comerce, tem dias que me desespero! Adorei!

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  51. Nossa Carol, texto mara!!! Sério, acabei de me formar na facul de Design de moda - quase um mês agora! - e é o tipo de coisa que precisávamos saber desde o início! O que conhece de gente que ta aí recém formada, ou até formada a anos, frustrada com a carreira que escolheu não da nem pra contar. A vida é um risco, e é sempre bom ter gente avisando isso. Acho que a minha geração pelo menos cresceu ouvindo que podia fazer o que quisesse, quem manda nas nossas vidas somos nós, somos incríveis e etc. E a realidade não é bem assim, né? Acredito que por isso vejo tanta gente frustrada, a realidade dói galera. E seria bom conhecer ela logo cedo!!
    Excelente texto,
    beijos,
    Raffa.

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  52. Fabiani Buss26.7.15

    Olá Carol, primeiramente quero lhe parabenizar pelo excelente texto, muito dinâmico e de fácil compreensão. Confesso que ao ler ele fiquei com um pouco de medo na realização do nosso sonho, mesmo já saber que enfrentaríamos tudo o que descreveste. Bem vou lhe contar nosso minha irmã Francieli e eu estamos criando nossa marca de roupas femininas ROZZARE, será uma marca de roupas femininas, "exclusivas" "roupas chiques de festas", já temos tudo planejado, e como você mesma disse, minha irmã é estudante de Design de Moda e trabalha como auxiliar de criação em uma empresa de jeans da nossa cidade, eu Sou Tecnica em Design de Móveis "nada a ver né", kkkk, mas gosto muito desse mundo da moda, e como nossa mãe é costureira crescemos nesse meio, mas gostaria muito de trocar mais ideia contigo, ficaria muito feliz com isso.
    Beijos
    Muito Sucesso para você!!!

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  53. Amanda27.7.15

    Muitíssimo bom seu texto!!! Ainda não criei minha marca mas tenho tudo em mente, e nem no papel ainda! rs Muito bom saber que não sou só eu que me sinto sem rumo quando o assunto é empreender e no caminho se descabelar, achar que não tem preparo, está sonhando muito alto etc. Você já me preparou muito com esse texto, bom saber que nem tudo serão flores mas que vale a pena. Assim quando os problemas vierem não vou me decepcionar porque já fui avisada! rsrs Entrei no seu blog navegando por acaso mas foi de Deus! Era tudo isso mesmo que eu precisava saber! Um beijão!

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  54. […] Small Fashion Diary: Empreender em moda: A realidade por trás da palavra mágica  […]

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  55. Oi Carol tudo bem?!
    Que texto maravilhoso hein, como algumas amigas tinham compartilhado no facebook e escrito "o texto que eu gostaria de ter escrito". Não tiro sequer uma palavra, nem há mais o que pôr! Quanto discernimento e objetividade em relatar a trajetória e os anseios dos empreendedores e principalmente nessa nossa área de constante necessidade de mutabilidade porque é cheia de incertezas.
    Sou estilista e dono da www.useseverino.com, um e-commerce de moda masculina com uma pitada de fashionismo, comecei fazendo tshirts - com uma coleção imensa, por aí já dá pra prever que a autoconfiança me tomou por completo e me trouxe várias frustrações e aprendizados ao longo do caminho, na segunda coleção tenho aplicado o que aprendi com a primeira "o que não fazer" e tenho sido mais feliz e sempre exercitando a paciência, porque tudo leva um tempo imenso pra se arranjar harmonicamente.
    Sem dúvidas empreender é uma aventura e tem como a fábula do alpiste seus lados ambivalentes. hahahah

    Adorei seu blog e a marca é uma lindeza!
    Um forte abraço e muito sucesso!

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  56. Érica Franco10.8.15

    Arrasou com esse texto, Carols! Foi tão bom que nem percebi o tamanho.
    Acompanho seu blog faz um tempão e, assim como muitas que já comentaram aqui, curto sua trajetória pessoal e profissional e estou na torcida por seu sucesso!
    Massa sua atitude de falar sobre empreendedorismo na real, porque, às vezes, lemos e acompanhamos só a parte boa de um negócio, sem termos ideia dos perrengues que a pessoa passou e ainda passa pra chegar até algum lugar.
    Muito obrigada, flor!
    Beijão.

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  57. Marco12.8.15

    Oi Carol,
    Curti bastante o seu texto.
    Cheguei nele através da minha esposa que acompanha seu blog. Ela me enviou trechos dele e através deles me interessou procurar e ler o texto todo.
    Também estava 'quieto' no meu canto, trabalhando em uma multinacional e por um empurrãozinho do destino, me vi sem emprego. Já há muito tempo uma sementinha havia sido plantada da vontade de ter um negócio próprio, mas ainda era pensado como um plano B ou C.
    Como sou administrador por formação, a hora que a água bateu na bunda, o momento do 'e agora?', resolvi que ia procurar um negócio para administrar, mas desta vez meu.
    Nunca tive sonho de um negócio específico, ter isso ou aquilo. Entre 'trocentas' atividades que prospectei e dentro do dinheiro que tinha disponível encontrei um maquinário de uma fábrica que tinha fechado fazia uns 2 anos. Fiz uma breve análise de mercado para ver se era possível retomar. O cenário estava mais para o positivo do que para o negativo, mas melhor do que tudo que havia passado pelas minhas procuras.
    Meti a cara. Fechei a compra do maquinário e comecei a correr atrás desta nova vida. E correr é que nem maratonista....
    Digo aqui na empresa que sou o alto executivo que negocia com clientes e fornecedores, e o Zequinha, que compra papel e caneta, que faz entregas, essas coisas... Mas como li uma vez: "Encontre um trabalho que goste e, acabou o trabalho!" Estou gostando muito do que faço.
    Não é fácil, as contas de casa batendo, filha pedindo isso ou aquilo e não poder comprar, mas acho que consegui me estabelecer. Não estou nem perto de ter o retorno do que foi investido, mas estou feliz.
    Tenho um amigo que fez mais ou menos isso que eu (sair de uma multinacional para abrir um negócio próprio) e quando o meu emocional aperta (ou o dele), saímos para conversar nos confortamos porque estamos passando os mesmos perrengues.
    Depois de todo esforço ainda vem esta tal história de crise... Coloquei na minha cabeça: "Crise aqui, nem pensar" o negócio é correr atrás, diversificar portifólio, agregar valor ao produto, procurar mais mercados, clientes. Como uma mensagem que minha esposa mandou: "Sim, eu ouvi falar sobre a crise, mas decidi que eu e minha empresa não iremos participar". É bem essa mesmo, olhar para vários lados, tirar proveito do dólar alto, sei lá achar uma solução, "com crise, se cresce" como já dizia um slogan que o SBT usou nos anos 90.
    Esse mesmo amigo, da última vez que nos encontramos, perguntou para mim se já tinha pensado em voltar atrás, voltar para o mercado de trabalho, procurar emprego... Eu falei: "Nem a pau". Essa vida de "empresário" (não gosto de me denominar assim, prefiro empreendedor) é sacrificosa nas partes de falta de grana, trabalhar 24h por dia (porque minha cabeça nunca para), fila de banco, isso, aquilo... mas também nos proporciona uma qualidade de vida que nenhum emprego vai proporcionar ao ser humano: sair a hora que quiser e ninguém olhar torto, buscar a filha na escola, almoçar sossegado, 'passear' no Facebook em plenas 10h da manhã, escrever para um blog (kkkk) etc. Digo hoje que meu nível de stress é Zero. Me estresso no trabalho, sim, mas desestresso. O baldinho enche, mas esvazia, na mesma hora, as vezes no mesmo dia. Na vida corporativa, como eu estava, esse tal baldinho vive cheio sempre, e como disse uma psicóloga para mim uma vez: "depois que a máquina (você) estragar por causa do stress, a empresa troca por outra nova e a máquina (você) vai continuar estragada". Isso me fez repensar realmente o que eu queria para vida.
    Tô aqui hoje, que nem você, escrevendo no seu blog... que com certeza, não estaria fazendo isso se estivesse trabalhando....kkkkk
    Sucesso, muito trabalho e boa sorte para você! Aliás, para NÓS!

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  58. Thaís7.9.15

    Carols, sua linda!
    Incrível você dividir suas experiências aqui nesse texto tão honesto.
    Empreendedorismo é um mundo que muito me fascina e intriga, no qual espero poder me aventurar algum dia.
    Se puder, faz vídeo falando mais sobre os detalhes, os bastidores do planejamento das coleções, os aviamentos, modelagem e tecidos...
    Seu trabalho é muito especial, estampas com bagagens de histórias lindas.
    Keep with the good job! Você arrasa! Beijos <3

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  59. Carols.... eu não lembro de ter lido algo que se encaixasse tanto na minha realidade quanto este. Como hoje acordei mais sentimental com relação ao meu trabalho (sou empreendedora sim, dona de uma loja virtual multimarcas de moda feminina plus size), eu percebi que tudo o que eu pensava e sentia com relação à "independência nos negócios" foi magistralmente desenvolvida por você, neste texto puro e verdadeiro. Obrigada por isso! Abs e vamos tentar, tentar e tentar novamente. Errando, mas aprendendo muito, acima de tudo!

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  60. Poliana Marques10.11.15

    Nossa! Valeu pela honestidade, que texto bárbaro!
    Empreender é bem isso mesmo!

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  61. Ninna18.6.16

    Carol, que texto ótimo! Aliás, todo seu blog. Me identifico muito com o que vc escreve. Estou no mesmo processo, porem, com o meu trabalho paralelo. Como é difícil! Pelo visto nao estamos sozinhas nessa, né! Abraços! :)

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