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drops de fim de semana: crônicas de karaokê

abril 08, 2014
A vida, gente, é uma caixinha de surpresas. Numa sexta-feira com happy hour da agência, tudo pode acontecer. Fui com o povo todo pra Feira de São Cristóvão, passar a noite bebendo e cantando num karaokê chamado Bazar da Cantoria e aqui começa o relato de uma noite memorável, que causou remorsos aos que não foram. 

a turma toda. Ampfy/rio é muito amor.
Eu e Talita arrasando no Calypso!
O álcool desconfigura as definições faciais. :P

 * * *

Encontrar alguma coisa dentro da Feira de São Cristóvão é coisa para profissionais, gente que conhece aquelas ruelas. Tenho a sensação (mas ainda não confirmei) que aquele lugar é redondo (ou era o mundo que girava muito rápido) e por isso continuo sem saber para que lado é a esquerda e a direita de um círculo. Portanto segui o bando em busca do nosso karaokê.

Chegando ao Bazar da Cantoria me deparei com minha primeira e única decepção da noite. O bar só tinha Orloff. E Orloff não dá, não entra, me deixa numa ressaca triste e...quando eu dei por mim, já estava bebendo Orloff mesmo. Deixei pra sofrer a ressaca quando ela, de fato, chegasse, sempre com a esperança que isso não acontecesse. (bebi bastante água, mas não adiantou.)

Não bastasse a quantidade exacerbada de álcool distribuído pela mesa, o local ainda oferecia uma quantidade enorme de músicas nacionais e internacionais, a gosto do freguês. De Calypso a Marisa Monte, de Spice Girls a Red Hot Chilli Peppers, passando pelos clássicos do amor cafona como Roxette, Reginaldo Rossi e Phil Collins. Imagino quantos talentos musicais foram forjados nos microfones naquele lugar. Tanto imagino que presenciei um, ali mesmo. Um moço com voz de tenor, exibiu seus dotes musicais para o salão, enquanto sua namorada mexia freneticamente no celular, morrendo de vergonha, querendo um buraco pra se enfiar pra sempre.

Entendo a moça. Você vai pra um karaokê onde todo mundo canta música péba (expressão da minha terra, que designa coisas fuleiras, de má qualidade) e aí seu namorado está de boné, corrente e óculos escuros (à noite, num bar fechado), cantando Pavarotti, deixando todo mundo do bar surdo/depressivo/abismado/desconfortável com a própria incompetência vocal. Se eu fosse a namorada, com certeza estaria jogando Candy Crush, ou jogando meu celular no boy. Mas enfim, ali estava um talento The Voice Brasil, perdido na "Feira dos Paraíbas" (como também é conhecido o local).

É engraçado como nos karaokês as mesas se dividem por estilos. Fica claro a mesa de amigos tropicalistas, que cantam mpb da melhor qualidade, que apreciam o pop rock nacional invocando Raul Seixas, Cazuza, Barão vermelho e vibram ao som de Secos e Molhados. Ou aquela outra mesa, onde apenas uma pessoa tem coragem de cantar e arrasa ao som de Madonna e Mariah Carey. Ou ainda, aquele grupinho ruidoso que grita a plenos pulmões os grandes sucessos do pop-trash nacional como É o Tchan, Banda Calypso, Kelly Key, no caso a nossa mesa. A mesa mais divertida. Não somente por causa das nossas escolhas musicais, que sempre contrastavam com o "tenor" da mesa ao lado, mas pelo clima sensacional que reinava entre nós.

Moro há 2 anos e pouco no Rio de Janeiro e esta é a primeira vez que trabalho num lugar onde, de fato, criei amizades. E confirmei essas amizades dentro de um karaokê, na Feira de São Cristóvão. Todo mundo cantou e dançou junto. Todo mundo despencou junto lá pra feira, todo mundo bebeu junto, riu, tirou foto ruim. Coisa bonita. Clima de agência que eu conhecia em Recife, mas ainda não conhecia aqui no Rio. Finalmente, depois de 2 anos nesse lugar, subi num palco de onde é impossível querer descer.

Ninguém pede pra sair. Todo mundo canta até o fim e ainda sai do karaokê pra Casa da Matriz (em Botafogo), pra continuar a loucura e voltar pra casa só quando o dia amanhece. Na ressaca do dia seguinte as histórias e momentos mais hilários pipocam no whatsapp, deixando aquela vontade de fazer tudo de novo (só que com Absolut, em vez de Orloff). Tirei o resto do fim de semana pra recuperar as energias e esperar que o próximo seja ainda melhor. :)

Boa semana pra nós!

Beijos, Carols
2 comentários on "drops de fim de semana: crônicas de karaokê"
  1. Eu fui no da Casa da Matriz dia 26/03 e saí apaixonada. O Rio é de fato para quem sabe e quer ser feliz. Ah, amei o novo cabelo. Sempre maravilhosa. Chêro!

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  2. Anónimo9.4.14

    Carol,fico mto curiosa com uma coisa,vc anda de transporte publico no rio ne? E como vc convive com a violência? Sente isso ou nunca aconteceu nada? Bjoss

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