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Nenhum lugar precisa ser comum

02/02/2016
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É com esse conceito que a Petite Jolie lança sua nova coleção de inverno #PéNaEstrada, e essa tem um gostinho especial pra mim. É que a marca convidou 3 meninas viajadas do Brasil para contarem suas histórias de mudança e adivinhem só quem foi uma dessas pessoas? Sim, eu. hehehehe Fiquei super feliz com o convite, com o fato de poder fazer parte da história de uma marca já tão conhecida, mas mais feliz ainda com o tema da campanha. É que toda viagem transforma a gente de alguma forma e as minhas foram viagens de mudança de vida, que todo mundo já acompanhou aqui pelo blog as dores e alegrias.

Então foi assim: passei um dia inteiro com a equipe incrível da Petite Jolie, gravando um vídeo massa, contando um pouquinho da minha vinda para o Rio de Janeiro, meus lugares preferidos, o que me inspira na cidade. Foi uma experiência bem interessante, porque poucas vezes a gente para pra analisar tudo o que muda dentro da gente quando nós mudamos de rumo. Me acostumei com a cidade e parei de pensar sobre o que ela significava pra mim. Até a Petite Jolie me fazer um monte de perguntas e eu reviver várias emoções de ter chegado até aqui.

Além do vídeo fotografamos vários looks que eu montei para combinar com alguns sapatos da nova coleção da marca. Nunca tinha feito um trabalho desse tipo pelo blog e confesso que: 1) morri de vergonha o tempo todo. 2) me achei muito celebrity. hahahahaha É engraçado ser uma pessoa normal, que joga o cabelo pra cima num coque bagunçado e sai de casa de chinelo pra ir na padaria e, por um dia, você virar “modelo” de uma marca, com maquiadora cuidando da sua pele e uma equipe inteira trocando tua roupa, dirigindo teus movimentos, iluminando teu rosto, fotografando teus passos! Foi incrível e muito divertido! E mais legal ainda foi o resultado das fotos! #meachando #musadaPetiteJolie

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Depois de gravarmos a campanha, eu e as outras duas “petite joletes” (inventei esse nome agora! kkkk), a Aline Carvalho (insta: @line_black) e a Stephanie Noelle (insta: @chez_noelle) fomos convidadas a participar do desfile de lançamento da coleção lá em Porto Alegre. Receberam a gente com o maior carinho e o evento foi muito maravilhoso. Demos autógrafos! hahahaha Portanto, gente, é assim: estou famosa. Brinks! Continuo aquela pessoa low profile que quase foge dos eventos e holofotes, mas agora sou ~modela~ de uma marca incrível, cheia de pessoas queridas, com um astral muito massa e que realizou um trabalho tão bacana, que eu me sinto bem orgulhosa de ter feito parte disso tudo.

eu e as meninas petite

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Super normais em POA. <3

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Versão zuera. Porque a gente não tava se contendo de alegria. hehehe

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Toda a equipe maraaaaaa que gravou o vídeo comigo. Muito amor envolvido nessa produção! <3

Então aproveitem pra entrar aqui no site da Petite Jolie e assistir nossos vídeos todos (cada uma de nós 3 temos um destino pra apresentar pra vocês), dar uma olhada na campanha completa e conhecer a coleção nova, CLARO. Quero saber o que vocês acharam de tudo!!!

beijos-carols

Postando Textos

Crônica de provador: Chapéu de Blogueira

16/01/2016
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“Tem uma menina ali com chapéu de blogueira, você viu?” Foi dessa observação que nasceu este post. Em pleno pagode (à noite) numa galeteria da Tijuca, uma moça usava um chapéu de blogueira. Não fosse o fato de ser de noite, numa galeteria, escutando pagode e vestindo body de oncinha com short jeans, o chapéu teria total pertinência já que, mais do que um acessório de moda, ele é um indicador de estado de espírito de um ser humano. Mas como assim? Passo a explicar.

Você talvez não saiba, mas existe um chapéu de blogueira. Uma peça muito utilizada nos mais diversos perfis dedicados ao estilo diário de mulheres mundo a fora. O chapéu não é qualquer um. É floppy, maleável, de feltro, que te deixa com cara de parisiense-hippie-pobre-s0vaco-cabeludo-cujos-pais-tem-muito-dinheiro-e-portanto-você-é-rica. E, claro, você é limpinha, tomada banho e maquiada. O cabelo no sovaco é ironia. O chapéu de blogueira é a materialização do espírito Janis Joplin de curtir a vida com muita intensidade, good vibes, paz&amor nos dedinhos e dinheiro no bolso, que você não demonstra que tem, mas tem e se não tiver parece que tem, mesmo que o chapéu custe apenas 8 dólares do Aliexpress.  O chapéu de blogueira não é só um acessório de moda amplamente democratizado nas redes sociais, é também um statement de algumas características psicológicas que definem o joi-de-vivre de quem o veste: muita felicidade, muita #gratidão e um punhado de olhar misterioso que se desvela sob as abas flexíveis do feltro e para bem ali, diante das câmeras.

O chapéu de blogueira pode vir em diversas cores: nudes e caramelos estão na preferência das bloggers mais felizes, praianas, musas do biquini com shortinho; vinho e preto (comprei um de cada) estão no top 10 das blogueiras góticas-suave, que amam uma foto p&b e desfilam suas cabeças intelectuais por museus com arte de qualidade duvidosa, usando saia longa e top cropped. Nenhuma é infeliz dentro de um floppy hat, mesmo morando no Brasil, onde é praticamente impossível ser feliz com o cérebro assando dentro de um chapéu de feltro. A infelicidade não tem vez, aqui, não com um floppy hatFloppy hat é a guloseima da moda. A última jujuba no pacote. O must-dress do seu look do dia. Além de ser ótimo para esconder uma raiz sem retoque do cabelo, ou disfarçar seu olhar cansado, ou pagar de misteriosa nas redes, este chapéu também exala uma aura de alegria que transforma nosso olhar diante das câmeras do mundo, ainda que nossos olhos estejam cobertos pelas tais abas maleáveis. E por toda essa magnificência, eu, como blogueira, achei que devia usá-lo hoje por que perdi meu guarda-chuva, está chovendo fino e eu encontrei uma nova função para essas tremendas abas.

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Vestido: Marina Morena | Cardigan: Zara (acho que foi R$ 99 | Bolsa: C&A, R$ 99 | Botas: Stradivarius, presente da irmã | Chapéu: eBay, uns 8 dólares kkkk

Postando Textos

Sobre idas e voltas

31/12/2015
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No meu minúsculo universo de um punhado de amigas, um enorme universo de transformações. Amores que acabaram, projetos que minguaram, notícias inesperadas, pessoas que se foram, pessoas que ainda nem chegaram, inúmeras frustrações e, provavelmente, mais lágrimas que risadas. Mais desesperos que preparos. Mais planos ruídos que sonhos realizados. 2015 foi um dos anos mais estranhos da minha vida. Da vida de todas nós. Tudo o que planejamos foi cercado de entraves e problemas aparentemente sem solução. Uma batalha entre todos os conflitos externos que assistimos e os internos que não resolvemos. Nem a chegada de um amor fez meu 2015 ser menos estranho. Fechamos o ano com aquela angústia de quem não cumpriu nenhuma promessa do reveillon passado, de quem não viu todos seus sonhos se concretizando em míseros 365 dias. Mas é tão pouco tempo, pensamos. E passa tão rápido, pensamos. E ainda assim parece que 2015 se arrastou por décadas e aquela esperança de ano novo que invade nosso coração, demorou pra chegar. “Alguém me tira deste filme, por favor?” Eu penso. E aí acabou o ano. Um alívio.

Planejamos a festa de reveillon, o que vestir, a cor da calcinha, o tom do esmalte, como vamos chegar lá, quem vai dividir o táxi, montamos um grupo no whatsapp para debater a logística de idas e vindas, afinal o Rio é um inferno no Reveillon. Descobrimos que não teremos como voltar da festa. Que não teremos um táxi pra nos devolver pra casa, nem uma van, nem ninguém. E aí sou atingida pela verdade que vai guiar meu 2016: deixa a vida resolver. Se quiser ir, vá. Seja qual for o caminho. Se não souber como voltar, espera. A volta só existe para quem se atreveu a ir. Aguarda o sol nascer, aproveita a companhia de uns amigos loucos que vão dar risada junto com você. Se embriaga até perder os sentidos e chora todas as mágoas do ano que passou. Ou ri, porque bom humor é fundamental. Começa o ano abraçada pelas pessoas que ousaram seguir um caminho parecido com o seu, mesmo sem saber como voltar pra casa. A certeza é um prato cheio de fórmulas repetidas, cansativas, sem graça. Bom mesmo é caminhar sem mapas. Arrisca. Aquele clichê do “o que importa é a viagem, não o destino” é a tendência pra 2016. Ponha em prática.

Desapega do manual de navegação. Usa o coração como bússola. A resiliência como força. As palavras boas como lei. Com 2015 você provavelmente aprendeu que um barco furado só afunda se você não tiver mais fôlego pra remar. Mantenha o ritmo e se não tiver resistência, exercite. A perseverança é um músculo como qualquer outro e precisa de treino. “Ah, mas não tenho remos.” Então nade. “Ah, mas não sei nadar.” Peça ajuda. O orgulho é feito chumbo e afunda a gente.

Tire o tempo que for necessário para perceber se é preciso desistir ou continuar. Desistir não é demérito, você não precisa vencer todas as batalhas. Continuar não é necessariamente uma vitória, pode ser um desgaste. Use sua força para o que te faz bem de verdade. Respira, fecha os olhos se acalma sobre as ondas. Deixa a vida resolver pra onde quer te levar e abraça esse imenso horizonte sem medo. Talvez você nem precise saber como voltar, apenas como continuar seguindo.

Feliz 2016.

beijos carols